terça-feira, 15 de novembro de 2022

ATIVIDADES DO 2º BIMESTRE.



Acesso o link abaixo para fazer as atividades de recuperação.

 https://efape.educacao.sp.gov.br/curriculopaulista/wp-content/uploads/2022/01/00-SPFE-LGGInova-8-ano-EF-MIOLO.pdf


 Habilidades:

(EF08AR09) Pesquisar e analisar diferentes formas de expressão, representação e encenação de

danças de matriz indígena, africana e afro-brasileira, reconhecendo e apreciando composições de

dança de artistas, grupos e coletivos paulistas e brasileiros de diferentes épocas.

Objetos de Conhecimento: Contextos e práticas

• Formas de expressão, representação e encenação de danças de matriz indígena, africana e

afro-brasileira

• Composições de dança

(EF08AR11) Experimentar e analisar os fatores de movimento (tempo, peso, fluência e espaço) como

elementos que, combinados, geram as ações corporais e o movimento dançado.

Objeto de Conhecimento: Elementos da linguagem

• Fatores do movimento (tempo, peso, fluência e espaço)

Formas de composição, expressão, representação e encenação de dança contemporânea –

Trata-se das infinitas possibilidades de configuração da dança.

Composições de dança – São formas de expressão, representação e encenação de danças.

Matrizes estéticas e culturais – formas de expressão cultural, de usos e costumes englobando a

poética artística que representa uma etnia, um grupo, um povo, uma nação.

• Matrizes Indígenas – Apesar de conter elevado valor estético, tudo o que eles produzem tem

caráter utilitário. Sendo assim, a dança também é utilitária, contendo diferentes funções no

cotidiano, como ritos e festas, homenagens, preparação para a guerra etc. Elas são ensinadas de geração em geração, possuem desenhos coreográficos distintos, são acompanhadas por

fortes batidas dos pés no chão, cantos e diferentes tipos de tambores, chocalhos e flautas.

• Matrizes Africanas – Tradicionalmente, a dança africana, assim como a indígena, tem caráter

utilitário, são transmitidas de geração em geração, tem funções cotidianas praticamente idênticas

e são baseadas no canto e na utilização de instrumentos de percussão, chocalhos e sopro.

• Matriz Afro-brasileira – É o resultado da fusão de influências culturais diversas, trazidas ao

Brasil, em sua maioria, por povos das regiões central e ocidental do continente africano. Apesar

da falta da registros do que foi trazido, todas as histórias e tradições que resistiram e chegaram

até os dias de hoje foram passadas oralmente de geração em geração, fundindo-se com

outras culturas e formando novas expressões culturais, que hoje se caracterizam como

genuinamente brasileiras. Dentro desta matriz existem cantos, música, dança, instrumentos

musicais, religiosidade, comidas, festas, modos de vestir etc.

Danças de Matrizes indígenas, africanas e afro-brasileiras

A dança para os povos indígenas – assume uma característica de ritual, de celebração, de rito de

passagem, de prática religiosa etc. Encontramos coreografias enérgicas, com o bater dos pés no chão

de maneira percussiva e, ao mesmo tempo, ritmada. É comum que as danças reúnam toda a tribo,

formando um grande círculo dentro do qual elas acontecem. Quase sempre são os homens que as

protagonizam. As mulheres só podem, na maioria das vezes, observar as danças, ao lado das crianças

e dos idosos. As danças são acompanhadas por cantos que falam das proezas da guerra e da caça,

assim como por instrumentos semelhantes a tamborins, chocalhos e seus derivados, confeccionados

pelos próprios índios.

As danças africanas – representam uma das muitas maneiras de comunicação cultural do país.

Sendo de extrema importância para seu povo, mantendo os conectados com seus antepassados. É

carrega de uma poderosa carga espiritual, emocional e artística, além do entretenimento e diversão. As

danças africanas tradicionais são realizadas em ocasiões importantes como cerimônias, rituais de passagem,

nascimento, casamento, morte, colheita, guerra, alegria, tristeza, doenças e agradecimentos.

A dança – com elementos da cultura africana – Afro–brasileira surgiu no Brasil no Período Colonial,

trazida pelos africanos retirados de suas regiões de origem para realizar trabalho escravo. O modo

de dançar foi registrado na composição de cultos africanos e também na capoeira, expressão cultural

que mistura elementos de esporte, luta, dança, música e brincadeira. Ao longo dos anos, a dança de

origem africana começou a ser modelada e difundida em diferentes estados brasileiros por intermédio da

dançarina estadunidense e antropóloga negra Katherine Dunham. Seus trabalhos ganharam destaque

porque Dunham tirou a dança afro das ruas, dos guetos e dos bairros e a levou para os palcos. Foi uma

das precursoras do estilo jazz dance (que nasce na África e tem elementos dessa cultura) e criou a primeira

companhia de dança negra dos Estados Unidos da América, a Katherine Dunham Dance Company.

RUDOLF LABAN – FATORES DO MOVIMENTO

Rudolf Laban (1879-1958) foi um dançarino, coreógrafo e artista húngaro que se dedicou ao estudo

e desenvolvimento de um método e sistematização da linguagem da dança e do movimento.

Através de seus estudos e notações, desenvolveu a Corêutica e Eucinética, que compõem o movimento

em si. A Corêutica estuda a relação do corpo com o espaço e o desenvolvimento dos movimentos

dançados. Fazem parte da Corêutica o espaço relacionado ao espaço que o corpo desenvolve ao

dançar. Aqui estão os planos ou níveis da dança, o deslocamento no espaço e as direções para quais

o corpo se projeta ao dançar.

Deslocamento – É o percurso utilizado pelo dançarino, respeitando as marcações específicas de uma

determinada coreografia. Existem várias maneiras para execução dos percursos (deslocamentos) na

dança. Girar, correr, andar, saltar e/ou se arrastar são algumas delas. Esses “caminhos” podem ser

percorridos de formas retas ou curvas, e serem feitos individual ou coletivamente, exemplos:

• Forma Direta: é quando os movimentos lineares e retos ocupam um espaço definido, sem o

deslocamento, a envergadura dos braços, das pernas e do tronco. É traçar um percurso direto para

atingir um ponto definido.

• Forma Flexível: é quando os movimentos do corpo ocupam vários espaços ao mesmo

tempo, utilizando os deslocamentos, as envergaduras e as torções.

Dimensão – A dimensão é a que define a orientação no espaço e se estende entre duas direções opostas.

São elas: amplitude (largura), comprimento (altura) e profundidade.

Direção – São os sentidos (trajetos) por onde o movimento percorre, tendo como ponto inicial o centro

do corpo do dançarino. São elas: Frente, Trás, Lado, Diagonais, em cima e em baixo.

Planos ou Níveis – São relacionados aos planos alto, médio e baixos. Espaços referentes à altura dos

movimentos. Os níveis são definidos pelos movimentos do corpo no espaço que vão da altura da cintura,

abaixo dela ou acima da cabeça.

A Eucinética estuda a expressividade dos movimentos, dividindo-os em quatro fatores expressivos

que são divididos em propriedades de movimentos. Estas qualidades não são estanques, podendo ser

aumentadas ou diminuídas. São fatores do movimento: espaço, fluxo ou fluência, peso e tempo.

Espaço – É no espaço que a dança acontece. Os movimentos criados pelo corpo são influenciados

pelo espaço, e nele encontramos a Cinesfera (ou Kinesfera), que é o que determina a extensão dos

movimentos do corpo, suas flexões e deslocamentos. O Espaço se subdivide nos seguintes tópicos:

Cinesfera (Kinesfera) – É um espaço imaginário que impõe um limite ao corpo do dançarino ao limite

natural do espaço pessoal. O uso do espaço pode se dar de duas formas, conforme a qualidade do

movimento:


ATIVIDADE 1 – SONDAGEM

1. Pense e perceba seu corpo. Reflita e descreva quais são os movimentos que seu corpo consegue fazer?

2. Em quais posições você fica a maior parte do tempo na sala de aula? Você se senta corretamente?

Conhece os ossos e as articulações do seu corpo?

3. Quais partes do corpo você pode dobrar, esticar ou torcer?

4. Quais são os fatores do movimento? Saiba que são os mesmos utilizados em dança.

5. Você conhece artistas, bailarinos ou grupos de danças paulistas? Quais?

6. Você já assistiu alguma apresentação de dança? Se sim, fale sobre a expressão, representação

e encenação do espetáculo. Quais foram as suas impressões?

7. Você já assistiu alguma apresentação de dança indígena, africana ou afro-brasileira? Se sim, fale

sobre a expressão, representação e encenação do espetáculo. Quais foram as suas impressões?

8. Quais grupos de dança indígena, africana ou afro-brasileira você conhece?

9. O que existe de semelhante na dança das culturas: indígena, africana e afro-brasileira? E o que é

diferente?


ATIVIDADE 2 – APRECIAÇÃO

Assista aos vídeos indicados no caderno do aluno e preencha a tabela

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